ASCENSÃO E QUEDA DO IMPERIO ROMANO
No ano de 27 a. C, Otávio concentrou poder em suas mãos e recebeu o titulo de Augusto (sagrado). Otavio manteve na aparência as instituições republicanas, como o senado e as magistraturas, nas o poder efetivo estavam nas mãos do imperador foram medidas tomadas por ele:
Distribuição de terras aos combatentes veteranos, aposentadoria em dinheiro para os combatentes veteranos, reforma no exercito, garantia da distribuição gratuita de trigo para a plebe urbana, inicio de grandes obras na cidade, paz romana. As províncias estavam pacificadas, diminuíram-se os encargos tributários. Os mares ficaram livres dos piratas e a navegação mercante ganhou melhor ritmo. As fronteiras do império ficaram praticamente definidas.
Otavio Augusto escolheu Tibério. No ano 13 d. C. Tibério dominava todo o território romano e seu exercito.
Três dinastias se sucederam após a morte de Augusto:
A dinastia Julio-claudiana (14-68): Tibério; Calígula; Cláudio e Nero.
A dinastia flaviana (69-96). Vespasiano, Tito e Domiciano.
A dinastia dos antoninos (96-192); Trajano, Adriano, Marco Aurélio e Cômodo reiniciou uma fase de governo pessoal e violento.
O ano 193 foi marcado por lutas pelo poder envolvendo vários setores da sociedade: a guarda pretoriana indicava um imperador, aceito pelo senado, mas os exércitos das províncias indicavam outros imperadores.
Nessa situação de lutas, surgiu Sétimo Severo (193-211), aumentou os salários dos soldados, quadruplicou a quarniçao de Roma e suprimiu os direitos do senado. Sucederam-se vários imperadores, com fracas características de liderança.
Toda riqueza e a grandeza do império romano haviam sido construídas graças à introdução maciça da mão-de-obra escrava, o escravismo não possuía mecanismos capaz multiplicar escravos e com a necessidade de trabalhadores livres encarecia os produtos e a economia tendia a estagnação. Dezoito dos 20 imperadores que sucederam Alexandre Severo tiveram morte violenta e os exércitos não conseguiam reprimir os grupos de bandidos, os preços dos cereais subiram 200% e os perigos de invasão na fronteira do império aumentavam a cada dia.
Os persas, as tribos germânicas, os godos e os vândalos, as tribos germânicas dos francos, as dos herulos e dos alamanos. As agitações interna e as invasões deixaram um rastro de epidemias que dizimavam as populações. Na religião, uma nova seita, surgida do judaísmo tornava-se muito popular: o cristianismo.
Em meio à crise, surgiram os imperadores soldados, formados nos campos de batalha, Aureliano (270-275) e Probo (276-282). Em 284 iniciou-se o reinado de Diocleciano que reintroduziu o serviço militar obrigatório,aumentou o contingente do exercito e começou a admitir em suas fileiras a presença de bárbaros.Eliminou o poder dos senadores e dividiu o império em Oriente e Ocidente, era auxiliado por dois subimperadores, os cesares.Em 305 Constantino voltou a reinar sozinho e converteu-se ao cristianismo.
O cristianismo surgiu de uma dissidência do judaísmo e oferecia aos crentes a idéia de que havia identidade entre o universo e o destino do homem: isso se chama cosmo visão; oferecia também o fim do sofrimento na terra. Constantino em 313 legalizou essa religião que foi tornando-se cada vez maior e mais forte, era o surgimento da igreja católica,com fortes vínculos com o estado.
Feitos de Constantino:
. Aumentou o contingente do exercito,
. Estabeleceu uma moeda mais estável e menos inflacionaria
. Aliviou a cobrança de impostos
. Fundou a cidade de Constantinopla no lugar da antiga Bizâncio
. Cercou-se de uma poderosa burocracia
. Doou grandes riquezas a igreja
Nas cidades não havia segurança e nem condições estáveis. As pessoas começaram a deixar as cidades e ir para os campos onde se colocavam sob a proteção de algum proprietário de terra em troca de trabalho.Surgia dessa forma uma nova categoria de trabalhador no campo: o pequeno camponês vinculado à propriedade de um senhor e que pagava em dinheiro ou espécie pelo uso da terra desse senhor.(colonato)
Estado e igreja consumia as forças do império, já bastante enfraquecido.
As constantes ameaças nas fronteiras do império pelos bárbaros foi se tornando cada vez pior. Esses bárbaros desfecharam o golpe final num império que já estava condenado à morte.O ocidente perdeu o esplendor da urbanização do período clássico romano.O oriente continuou a brilhar, sendo a capital e centro urbano do mundo antigo.
A cultura romana foi uma continuação da cultura grega e seu brilho foi reflexo da utilização do trabalho escrevo. A religião de Roma era ligada a festas agrícolas e comemorações militares e esses deuses tinham seus referenciais na cultura grega. Foram feitas traduções das obras gregas para o latim.
Com o império de Otavio Augusto a cultura romana foi adquirindo sua peculiaridade. Criaram o arco na arquitetura (o coliseu,os aquedutos romanos,os famosos arcos do triunfo e o esplendido Panteon).Os romanos apreciavam as lutas dos gladiadores e as corridas de bigas e os combates às feras.Os banhos públicos eram pontos de encontro.
Podemos dizer que os romanos, juntamente com os gregos, atingiram um dos mais notáveis níveis de desenvolvimento culturais jamais vistos na historia.
PERGUNTAS DO CAPITULO 11
01 – A sociedade romana se baseava nos gens, um grupo de pessoa com antepassados comum. A família romana teve origens na gens,que era dirigida pelo elemento mais velho,o pater-familia.A base política era a cúria, organização composta por toda a população exceto os escravos.Nas assembléias das cúrias, era escolhido o rei.
02 – Os patrícios eram a classe dominante na sociedade romana, detentores de todos os cargos políticos e grandes propriedades. Os plebeus eram pequenos camponeses e dedicavam-se ao comercio e ao artesanato.A partir do século V a.C a plebe cresceu bastante e sua importância econômica aumentou.Com isso, os patrícios passaram a cobrar mais impostos dos plebeus.Por sua vez a plebe passou a exigir participação política no estado.Eis às raízes dos conflitos entre patrícios e plebeus.
03 – Com a expansão pelo mediterrâneo, Roma havia se transformado num império. Uma da conseqüências dessa expansão foi o crescimento da grande propriedade,ao mesmo tempo em que a pequena propriedade diminuía,empobrecendo os pequenos camponeses. Diretamente ligada ao crescimento da propriedade e da expansão, estava ligada a maciça introdução do trabalho escravo na sociedade romana. Aos poucos,quase todas as atividades eram exercidas por escravos ,tamanho era o numero deles na vida romana.O crescimento do trabalho escravo acabou por gerar novas camadas sociais: os homens novos,cavaleiros que lutavam no exercito e se dedicavam as atividades lucrativas,e os proletários pobres que viviam nas cidades em conseqüência do aumento da grande propriedade.
04 – A expansão romana gerou a introdução maciça do trabalho escravo. Os prisioneiros de guerra eram transformados em escravos,liberando os camponeses para o serviço militar e facilitando as conquistas que por sua vez traziam mais escravos.Com a introdução do trabalho escravo e a apropriação das pequenas propriedades pelos patrícios, os camponeses transformaram-se no antigo proletariado.A superpopulação de Roma era conseqüência direta do crescimento do latifúndio e da introdução do trabalho escravo.
05 – A vitória de Otavio significou a vitória de novas forças surgidas após a conquista do vasto império romano sobre as velhas instituições. Com a ascensão de Otavio Augusto,findava a velha republica oligárquica patrícia. As camadas desfavorecidas do império se agruparam em torno desse líder contra a pequena minoria de nobres que não queriam abrir mão de seu poder. Otavio transformou-se em chefe único do estado romano e iniciou a reconstrução do império ,dilacerado por 100 anos de guerra civil.
06 – Toda a Itália já estava sob o domínio dos romanos, era necessário iniciar a expansão pelo mar.Roma invadiu Cartago, antiga colônia fenícia localizada no golfo daTunisia, iniciando assim a Primeira Guerra Punica. Alem de pagar pesadas indenizações aos romanos, os cartagineses perderam a ilha da Sicília,Córsega e Sardenha .Em 219 a.C., Aníbal,general cartaginês,para compensar as perdas sofridas na primeira guerra punica., invadiu a cidade de Sagunto,localizada na Espanha,com a qual Roma mantinha relações comerciais.Começava a segunda Guerra Punica,que deu vitória a Roma.Em 146 a.C. os romanos em uma guerra preventiva,destruíram Cartago.A derrota da grande rival de Roma removeu definitivamente o obstáculo principal a continuidade da sua expansão.
PERGUNTAS DO CAPITULO 12
01 – A política interna de Augusto aumentou ainda mais a sua popularidade, pois ele distribuiu terras aos combatentes e institui aposentadoria a esses combatentes, revogou o recrutamento obrigatório, manteve um exercito permanente, garantiu à distribuição do trigo a plebe e iniciou grandes obras na cidade. Institui um período de paz,diminuiu os impostos e definiu melhor a fronteira do império.
02 – O escravismo possibilitou ao povo romano se dedicar mais a guerra, a cultura e a ociosidade, mas não havia como multiplicar os escravos. Seu preço subiu e era necessário muito capital para produzir isso encareceria os produtos agrícola.A economia de base escravocrata tendia a estagnação.
03 – As lutas pelo poder, o banditismo crescente, os altos preços dos cereais geraram uma situação caótica, que os exércitos imperiais não conseguiam controlar, aliado a isso tinha também o perigo das invasões bárbaras. Os bárbaros começaram a invadir as províncias romanas.Os godos e vândalos ,francos e os hérulos.
04 – O colonato foi à nova forma de trabalho que substituiu o escravo, esses produziam para subsistência em pequenos lotes na grande propriedade, os camponeses livres e os pequenos proprietários seguiram esse caminho onde o pagamento era feito ao senhor em trabalho ou em espécie.
05 – Os romanos foram influenciados pelos gregos na literatura, no teatro e na pintura. No império de Otavio Augusto a cultura foi tomando um direcionamento mais romanizado.Surge o arco nas construções arquitetônicas,o arco do triunfo, o Panteon e os aquedutos.Os romanos assim como os gregos influenciaram o mundo atual.
06 – O escravismo, com uso intensivo de mão-de-obra, não incentivava novas invenções. Tudo o que se produzia era oriundo do trabalho escravo.Não havia razão portanto,para desenvolver novas técnicas que aumentassem a produção.Ao próprio escravo não era interessante um aumento de produção.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
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