segunda-feira, 2 de novembro de 2009

cOLABORE CONOSCO NA MELHORA DESSES PTD.

Plano De Trabalho Docente: Matematica
Eixo Temático: Educação Para As Relações Étnico-Raciais
Objetivos Gerais:
- No continente africano as bases numéricas e as geometrias são diversas, mas existem em todos os povos, elaborados em lógicas e formas de exposição que ficam de às vezes de difícil interpretação para quem foi formado na cultura brasileira ocidental. Esta dificuldade de interpretação e compreensão da forma de exposição levou por muito tempo a conclusão errônea sobre a inexistência de conhecimentos matemáticos importantes nestas culturas. O grande objetivo e mostrar de que forma esses povos contruiram sua noção matemática.
- Nas sociedades africanas tradicionais esta formação de especialista no jogo dura períodos de ate 20 anos. Mas e existência de uma estrutura numérica 2, 4, e 16 nos terreiros poderia ser tido como simples coincidência. Assim seria, mas não é. Não o é dado o conhecimento pelos africanos de jogos de tabuleiros com esta estrutura de 16 casas e jogados com dois elementos, nos quais se podem fazer cálculos em diversas bases numéricas, em particular na base binária. O conhecimento do equivalente a álgebra de Boole, Ocidental, nas sociedades africanas é possível que date de mais de 3000 anos. Esse conhecimento deve ser transmitido aos alunos.
- Levar o aluno a conhecer a etnomatematica. Afroetnomatemática é a área da pesquisa que estuda os aportes de africanos e afrodescendentes à Matemática e à informática, como também desenvolve conhecimento sobre o ensino e o aprendizado da matemática, da física e da informática nos territórios da maioria dos afrodescendentes. Os usos culturais que facilitam os aprendizados e os ensinos da matemática nestas áreas de população, de maioria afrodescendente, é a principal preocupação desta área do conhecimento.
- Uma das principais buscas da etnomatemática é ouvir a voz dos sujeitos dos grupos estudados, ou seja, a legitimação dos conhecimentos do outros e de seu modo de interpretar (matematicamente) a realidade.


Objetivos específicos:
- exercício de sua autonomia.
- legitimação de saberes construídos socialmente.
- Trabalhar na perspectiva etnomatemática.. Reconhecimento dos saberes de grupos específicos, em dar visibilidade a saberes invisíveis, congelados, particularmente daqueles grupos sociais em situação de desvantagem ou subordinação quanto ao capital social, cultural e econômico (Knijnik, 1996).
- Levar os alunos a compreender as diferenças existentes no Brasil e nas diversas etnias que compõem nossa nação e saber relaciona-la as africanidades.
- Ensinar aos alunos a interpretar de forma critica gráficos, estatísticas e relaciona-las a sua realidade.


Trabalho com conteúdos por serie do Ensino Fundamental:
5ª. Série:
- Origem da matemática e as formas como ela é trabalhada na África e no Brasil.
- Cálculos dos percursos percorridos pelos negros até chegar ao Brasil.
- refazer concepções relativas à população negra, forjadas com base em preconceitos




6ª. Série:
- Analisar as diferenças climáticas do Brasil para a África e trabalhar com proporcionalidade na analise territorial dos dois paises.
- Realizar trabalhos com índices sociais e de emprego nas populações afrodescendentes.
- conhecer e aprender a respeitar as expressões culturais negras que compõem a história e a vida de nosso país, mas, no entanto, são pouco valorizadas;





7ª. Série:
- Estatísticas sobre a população afro-brasileira.
- Proporções de raças, cores e credos no Brasil atual.
- Ao desenvolver conteúdos de Matemática, se o professor estiver atento às africanidades Brasileiras, poderá valer-se, certamente, de obras, ainda raras entre nós, que mostram construções matemáticas africanas de diferentes culturas. Com isso, os alunos irão aprendendo diferentes caminhos trilhados pela humanidade, através de povos de diferentes culturas, para a construção dos conhecimentos que vêm acumulando.
- compreender e respeitar diferentes modos de ser, viver, conviver e pensar;




8ª. Série:
- Pesquisas, analise e tabulações de dados relacionados a escolaridade das sociedades afro-brasileiras.
- Analises criticas das estatísticas e dados do IBGE.
- Construção de gráficos e tabulações de dados sobre a realidade escolar.
- Incentivar a observação da vida cotidiana, observações no contexto da sala de aula, a elaboração de conclusões, a comparação entre concepções construídas tanto a partir do senso comum como a partir do estudo sistemático.
- discutir as relações étnicas, no Brasil, e analisar a perversidade da assim designada democracia racial;


METODOLOGIAS:
- Procurar infográficos ou material de referência, sobre aquelas fórmulas complexas, para publicar em um blog, para os seus alunos em momento oportuno.
- Usar a tecnologia é que podemos nos planejar para usar esses recursos, de maneira a facilitar o aprendizado.
- Planejar uma aula participativa, utilizando situações do cotidiano deles e interagindo com eles.
- relações contextuais existentes entre teoria e prática
- desenvolver o senso-crítico
- Reflexões sobre dados e informações matemáticas e estatísticas divulgadas pelos meios de comunicação.
- capacidade de fazer e coletar de modo sistemático observações sobre fenômenos naturais e/ou sociais de tal modo que sejam capazes de elaborar tabulação de dados, lidando com conteúdos sobre mensuração, levantamento de dados, tabelas de dupla entrada, máximos, mínimos, medidas de tendência central entre outros tópicos sejam tratados com base no "saber fazer" e na "reflexão sobre a ação" através de uma postura investigativa dos estudantes do meio escolar .
Avaliações:
- Trabalho coletivo supõe: Perceber que além de buscar uma solução para uma situação proposta, devem cooperar para resolvê-la e chegar a um consenso.
- Compreender e utilizar convenções, regras; Perceber que só pode jogar em função da jogada do outro; O fazer e o compreender juntos; Desafio que provoca no aluno interesse e prazer.



Elaboração: Profª. Eliandra Gislaine Ribeiro
Revisão e colaboração: Prof. César Eduardo Pinheiro

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